Saio de manhã
Eu vou andar
Passo em frente à Igreja Universal
E todas aquelas pregações
Me incomodam de um jeito anormal
Praça Rui barbosa
Estou na fossa
Trabalhadores, marginais
Vidas tão iguais
Rua XV
Tão bela
Brilho transcendente
Faz frio
Minhas mãos estão dormentes
Largo da Ordem
Sento e bebo minha cerveja
Olho a diversidade em volta
Adoro essa desordem
Logo ali, Santos Andrade, Cine Luz
Faz tempo que não temos dias azuis
Melhor seria parar e me entregar aos urubus
Mas a senhora que está ao meu lado, disse:
-Minha filha, cada um carrega sua própria cruz.
(Escrito em tempos já remotos)
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